Quem tem medo de Voltaire?

09:00

Comecei a leitura desse livro já com medo de que fosse uma leitura complexa demais ou extremamente difícil, daí eu descobri que é só mais um livro.

Nosso personagem principal, Cândido, mora em Westfália e ali cria amores por Cunegundes, filha do barão, porém como o coitado não vem de boa família, o romance não pode ir adiante e ele é expulso do castelo, começando assim suas desventuras pelo mundo.

Depois que parei de olhar para ele com olhar de seriedade, que parei de coloca-lo no pedestal dos clássicos, ele se tornou um dos livros mais divertidos que eu já li. Eu já terminei a leitura com vontade de reler só para lê-lo com os olhos de leitor mesmo, e não com o olhar acadêmico que dizia "meu deus vou ter que ler Voltaire". E definitivamente o que finalmente aprendi é que livros clássicos nada mais são que livros.

Porque ler os clássicos?

"Os clássicos são os livros que, quanto mais pensamos conhecer por ouvir dizer, quando são lidos de fato mais se revelam novos, inesperados inéditos."
(Por que ler os clássicos - Ítalo Calvino)

Conhecer essas histórias clássicas faz com que acabemos com o preconceito de que são leituras elitizadas e que só os "maiores de espírito" por assim dizer conseguem entender a profundidade de uma leitura desse "nível". Que na verdade, não existe. Qualquer um pode ler qualquer coisa que lhe interesse, independente de ser ou não um clássico. Foi só com a leitura de "Cândido ou o otimismo" que eu consegui pegar Machado de Assis e ler como se fosse mais um autor, o que ele não deixa de ser, pode-se dizer que Voltaire abriu as portas para os livros clássicos na minha estante.

"O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade."

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