Tempo
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| A Persistência da Memória, Salvador Dalí |
O passado não é mais que um conjunto de lembranças. Uma vez apegados ao passado, não conseguimos seguir em frente.
Assim como o futuro não passa de um conjunto de desejos. Uma vez apegados ao futuro, criamos uma onda de ansiedade e frustração se nada sai como o esperado.
Não podemos nos apegar, nem ao passado, nem ao futuro, nem ao presente. Se apegar é prender tudo numa gaiola com cadeado e jogar a chave a fora. Temos simplesmente que amar nosso presente, o momento que está acontecendo agora. Independente do que nos aconteceu ontem, sem pensar no que pode nos acontecer amanhã.
Precisamos pensar no nosso momento, e não no dos outros. Não deixar que a mente crie histórias imaginárias, onde nada daquilo aconteceu, ou está acontecendo, e se acontece, não nos diz respeito pois não é de nossa vida que estamos falando, é da vida dos outros. A vida dos outros não nos diz respeito. O que o outro faz ou deixa de fazer, não nos diz respeito. Não importa quem é o outro. Se importar é criar uma mágoa que não tem motivo para existir. Mágoa nenhuma deveria existir. Rancor só serve para machucarmos a nós mesmos.
O tempo é curto, relativo e passa muito rápido para se ver preso a coisas que não vão mudar nossa vida para o bem.
É preciso gastar o tempo com coisas que vão acrescentar de alguma forma. Acrescentar conhecimento, uma vida mais leve, sorrisos, bons amigos, novos amores, perspectivas diferentes. Usar o tempo presente descobrindo sua essência. Por que você está aqui? Qual o seu propósito? Mas sem se ver em um limbo cheio de perguntas sem respostas. Um pouco hoje, um pouco amanhã, um pouco todos os dias.
Há tempo para tudo.
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