O zen e a arte de escrever sobre qualquer coisa

09:00

Sinceridade. É disso que Ray Bradbury falou o livro inteiro. Sinceridade consigo mesmo, sinceridade com as palavras. Guardar cada memória vivida e então quando ela quiser explodir, deixa-la vir da forma como quiser. 

Escrever sobre o cotidiano, mesmo que de forma indireta. Escrever sobre si mesmo. Daí lembrei do BEDA que teve em agosto do ano passado que fiquei me coçando para participar mas "de onde vou tirar 31 fucking textos?", daí eu percebi o quão pouco andei escrevendo nos últimos meses e quanto já escrevi só em abril. 

Bradbury fala de não ter vergonha dos velhos textos, e que tudo bem odiar 45 dos 52 que você escreveu em um ano, escrevendo um texto por semana, mas independente disso, é simplesmente continuar escrevendo e transformar quantidade em qualidade - já que o que se espera é que com tamanha prática, seus escritos melhorem com o tempo. 

Uma mistura de experiência pessoal com dicas pontuais (e um pouco de ar de auto-ajuda), saí do livro querendo escrever loucamente e colocar todos os meus sentimentos no papel, dos bons aos ruins, dos melhores aos piores dias. Escrever, olhando assim, é quase um casamento, principalmente quando se escreve sobre a vida real. Na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, a diferença é que nem a morte nos separa de nossas obras.

"E o que, você me pergunta, escrever nos ensina? Primeiro e mais importante, escrever nos faz lembrar que estamos vivos (...)."

« skoob »

You Might Also Like

6 comentários