Não tente ler tudo

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Quanto mais eu leio, mais crítica venho ficando em relação as minhas leituras. Não tenho mais interesse em alguns livros que me chamaram atenção seis meses atrás, parece mais do mesmo. Olho para alguns livros na minha estante que na época em que li foram ótimos, mas hoje eu não leria da mesma forma, ou talvez nem leria. Olho para certas histórias e elas simplesmente não fazem mais sentido na minha vida. Mas claro, existem os livros atemporais. Aqueles que vou reler sempre, uma vez por mês, uma vez por ano, daqui cinco anos voltarei a eles e tirarei outra lição ou simplesmente relembrarei tudo o que aprendi.

Você consegue olhar para os últimos cinco livros que você leu e apontar pelo menos um item que mudou sua forma de ver o mundo ou relembrou um princípio no qual você acreditava ou ainda acredita? Eu consigo, mas não de todos os livros, confesso. Ao dizer isso, não estou dizendo para você largar seu Jovem-Adulto ou o seu livro de fantasia e ler só os clássicos, eu mesma aprendo muita coisa com livros de fantasia e vários tapas na cara que já levei foram destes próprios.

Esse texto é apenas um lembrete para que você seja mais seletivo em suas leituras, independente do gênero, para que você possa, ao terminar um livro, olhar para ele e sentir que aquela foi uma leitura rica em todos os níveis e não mais uma soma à sua lista de lidos do Skoob. Vivemos em média uns 80 anos - corrija-me se estiver errada, então vamos aproveitar essa curta vida de leitor para ler algo que vai acrescentar. Não tente ler tudo, tente ler o suficiente.

4 perguntas para se fazer ao terminar um livro:

  1. O que eu aprendi com esse livro?
  2. Eu vou reler esse livro?
  3. Eu recomendo esse livro?
  4. Ler esse livro foi "perda de tempo" ou foram horas muito bem gastas, obrigada?

Há livros de que apenas é preciso provar, outros que têm de se devorar, outros, enfim, mas são poucos, que se tornam indispensáveis, por assim dizer, mastigar e digerir.
Francis Bacon

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