Minha Metade Silenciosa (Andrew Smith)
06:30Cheguei a dar algumas risadas, mas esse é um livro dor no coração. Em algumas histórias, a tendência é só melhorar, mas não em Minha Metade Silenciosa: tudo de ruim pode acontecer e quando você pensa que tudo de ruim já aconteceu, tem mais coisa vindo por aí.
Stark não tem uma orelha, mas esse não é o ponto central do livro, apesar de ser o motivo que desencadeia todos os outros acontecimentos. Também acompanhamos a entrada de Stark na adolescência, e em que garotos de 13/14 anos pensam? Isso mesmo. No começo do livro eu achava legal chamá-lo de Palito, não por maldade, mas por parecer - foco no parecer - legal, divertido, e porque ele não liga, mas com o passar da história vi o quanto esse apelido é idiota, babaca e desnecessário. Ele não liga, mas não é legal.
Nada de pensar que esse é um livro leve, em nenhum momento, nem mesmo no fim. Claro, há aquela pontinha de esperança de que "agora que os problemas acabaram, a maré vai abaixar", mas o autor meio que deixa em aberto. Ele te da o copinho dá esperança e puf, o livro termina.
Apesar da violência, do abuso, das drogas e do bullying, existem alguns personagens que durante o enredo fazem as coisas melhorem, tanto para Stark, quanto para seu irmão, Bosten, como a Emily, o Paul, tia Dahlia, Sutton e os gêmeos da Califórnia. Minha Metade Silenciosa é uma turbulência de emoções. Não vou dizer mais nada, apenas que esse é um livro que deve ser lido.


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