6 em 6 - A menina do chá

Esse post faz parte do projeto 6 em 6, conheça outros blogs e participe você também!


As pessoas são divididas em dois grupos: as que gostam de café e as que gostam de chá. Eu faço parte do segundo grupo, e inspirada no clipe Tea Party da Kerli e uma nomeação bem justa logo após algumas fotos da caneca - ironicamente - com nomes de café (podemos adicionar um terceiro grupo das pessoas que gostam dos dois? mas café preto não é pra mim), resolvi fazer esse 6 em 6 temático.


.1 - vestidos fofos, esvoaçantes e coloridos como no clipe
.2 - gato preto afirmando o mundo fantástico
.3 - o melhor lugar para um "xícara" de chá: na cama, debaixo das cobertas
.4 - dizem que dá para usar esse pó depois de seco para afastar os mosquitos, nunca tentei
.5 - meu chá favorito: o mate leão (não matem leões)
.6 - hogwarts parece um bom lugar para outra xícara de chá

Até a próxima!

3 orquestras de arrepiar

Tem dias em que eu simplesmente paro e começo a ouvir orquestras no youtube, e tem algumas que eu amo de paixão:

dragon ball gt - abertura



harry potter - hedwiges theme



star wars - marcha imperial


Rock na Cachu @ Araguari/MG: como foi?


Oi pra você! Dia 07/05 eu fui em um festival de rock lá em Araguari/MG, aqui do lado. Foi uma experiência única poder curtir som de qualidade de frente a cachoeira, e tirando a primeira banda, amei tudo. Mas Papisa ganhou um lugar especial no meu coração.

.viajar é sempre bom
.cachoeira ao por-do-sol é linda
.lavei a alma
.fiquei derrotada depois de 5 horas de festival
.curti pra valer a última banda em despedida daquele dia maravilhoso



Esse é o tipo de experiência que vale a pena viver de vez em quando. Tirei a virgindade de festival, cachoeira e show tudo ao mesmo tempo!

loka do dia 👚


Até a próxima! 🎸

Eu sou o Batman

Ao mesmo tempo que escrevo esse texto estou editando fotos de um trabalho de sábado (13) e quando der 12:00 tenho que começar a me arrumar para o meu trabalho "de verdade" das 14:30 às 21:00. Me sinto meio Super-homem, ou a primeira referência que veio a mente, meio Hannah Montana. Alguém lembra daquele comercial "Miley na escola de dia, Hannah à noite no show"? Se eu não me engano era de uma boneca.

Mas então, enquanto editava senti falta de ouvir música, e notei que edito com mais facilidade acompanhada de uma playlist. Não tem músicas específicas, só a vibe  do momento mesmo, e fui de Hannah Montana (sim!) a OneReplubic:

Owl City - Fireflies
Train - Hey, Soul Sister
Jason Mraz - I'm Yours
Fun - We Are Young
Gotye - Somebody That I Used To Know
Passenger - Let Her Go
Christina Perri - A Thousand Years
Celine Dion - My Heart Will Go On
Mika - We Are Golden
Mika - Lollipop
Coldplay - Paradise
OneRepublic - Counting Stars

Como os recursos estão baixos e o tempo escasso (estou apanhando o 8tracks e estamos em BEDA), não vai ter a playlist em si, mas fica a lista pra quem estiver interessado. Até amanhã e prometo com uma coisa melhorzinha.


Quero dançar só com você

Inspirada em coleção quase infinita de status musicais de certa pessoa, juntei algumas músicas que dizem mais do que é possível dizer e que traduzem muito bem certos sentimentos. É só dar o play:





Claramente, uma enxurrada de Tópaz que é basicamente a nossa trilha sonora oficial. Tudo começou com Sem Garantia e Com Defeito e as referências foram só aumentando (e não param de aumentar). "Eu te acelum disperilo siuoso e digo mais, tem trema lá no "a". Sim, só dá pra conjugar quando você está aqui, então vem, que eu preciso muito te falar". Aliás, se você não conhece Tópaz, recomendo ^^

Por hoje é só!

Uma playlist bonitinha

Já aviso de ante mão que me conhecendo como conheço, março será um mês monotemático. Dito isso, se você leu o texto anterior, você sabe o motivo. Inspirada nessa maré boa comecei a cantarolar músicas bonitinhas e separei dezoito oito delas hoje, aperta o play:



Menções honrosas:














~

That's all folks!

O grande meme musical - parte 2

Continuando o post anterior (não me pergunte o motivo de eu ter demorado tanto):

day 16: a song that you used to love but now hate
A primeira música que veio na minha cabeça foi Party In The USA ¯\_(ツ)_/¯ Eu não odeio PITUSA, mas confesso que ouvindo agora, ficou chatinha.

day 17: a song that you hear often on the radio
Nunca parei pra ouvir rádio, eu só ouvia quando minhas tias ouviam e normalmente era algum sertanejo.

day 18: a song that you wish you heard on the radio
Novamente, nunca fui de rádio, mas seria legal ouvir Five Colours In Her Hair, do McFly (e poder gritar "minha música" caso eu esteja com o cabelo todo colorido).

day 19: a song from your favorite album
Pergunta injusta. Não tenho só um álbum favorito. E eu não quero ficar repetitiva nas respostas, mas do ano passado pra cá fiquei obcecada pela Taylor Swift e eu poderia facilmente escolher qualquer música do Fearless ao 1989, mas vou com Stop The World da Demi Lovato, porque mesmo odiando o Confident, Here We Go Again e Don't Forget continuam sendo meus CDs favoritos dela.

day 20: a song that you listen to when you’re angry
Make Me Wanna Die, The Pretty Reackles.

day 21: a song that you listen to when you’re happy

day 22: a song that you listen to when you’re sad
Se eu estou triste e quero me animar, Fifth Harmony é sempre uma opção, mas Hey Jude dos Beatles faz o melhor trabalho na hora de colocar um sorriso no meu rosto.

day 23: a song that you want to play at your wedding
Caso essa coisa de casar aconteça um dia, eu parei pra pensar e me veio a cena do parque em Encantada, provavelmente não tocaria na entrada, mas na festa, e eu obrigaria todos os convidados a dançar.


day 24: a song that you want to play at your funeral
Que pergunta mais mórbida, mas quis colocar uma música do primeiro CD do Legião Urbana, então vou com Por Enquanto, acho que casa bem.

day 25: a song that makes you laugh
Bounce, por motivos óbvios.

day 26: a song that you can play on an instrument
Não sei tocar instrumentos :/

day 27: a song that you wish you could play
Se soubesse gostaria de tocar Please Be Mine pra alguém no violão <3

day 28: a song that makes you feel guilty
¯\_(ツ)_/¯ 

day 29: a song from your childhood
13 anos não é "childhood", mas eu só consigo pensar em Xuxa, e nada muito marcante, então eu não poderia fechar esse meme sem a primeira abertura de Hannah Montana.


day 30: your favorite song at this time last year
Em janeiro do ano passado respondi o "minha história em dez músicas" e a música que eu estava viciada na época era Blank Space, considerando que se passou só um mês, eu vou chutar que ou eu continuava ouvindo Blank Space sem parar ou passei para Style

Por hoje é só!

O grande meme musical

Olá! Depois de quase uma eternidade do último post, resolvi trazer um meme só porque eu estava com vontade de responder um meme, e é sobre música. Acontece que do dia 07 até hoje aconteceram umas coisinhas na minha vida (finalmente conversei decentemente com alguém naquele aplicativo chamado Tinder, marcamos um encontro no mesmo dia, nos encontramos dia 11 e assistimos (risos) O Regresso, é um bom filme, recomendo), enfim, digamos que a vida tenha ficado meio agitada na última semana. Inclusive tive vida social sábado, tô aproveitando as férias. 

Voltando ao meme.

Assim como o meme literário de 30 dias, eu descobri esse meme também no A life less ordinary, que são 30 dias musicais, que eu transformei em um post só. Então vou parar de enrolar que isso daqui vai ficar gigante:

day 01: your favorite song
Eu não tenho uma música favorita de todos os tempos, isso é muito relativo, mas no momento em que escrevo essa resposta eu diria Sorry do Justin Bieber pois não consigo parar de ouvir? Talvez.

day 02: your least favorite song
Watch Me, já enjoou.

day 03: a song that makes you happy
Aqui eu preciso dizer One Direction me deixa feliz, e escolho Live While We're Young.

day 04: a song that makes you sad
When You Look Me In The Eyes, preciso nem me explicar, né? 


day 05: a song that reminds you of someone
Vou dar uma roubada e escolher duas músicas: Wildest Dreams da Taylor e Exagerado do Cazuza (na verdade estou escolhendo mais o Cazuza do que a música).

day 06: a song that reminds you of somewhere
Eu não consigo pensar em nenhuma música que me lembre algum lugar! Eu poderia dizer Fancy que me lembra o banheiro químico da Alforria, mas eu vou com Paris da Yael Naim pra ser mais poética.

day 07: a song that reminds you of a certain event
Dog Days Are Over, por motivos de setembro de 2015.

day 08: a song that you know all the words to
Todas as músicas que me proponho a aprender, mas me orgulho de conseguir cantar Introducing Me.

day 09: a song that you can dance to
Se for em questão de sair por aí dançando como se ninguém estivesse olhando, qualquer uma! Pra uma que sei a coreografia, bom, Hoedown Thoedown (como se fosse muito difícil).


day 10: a song that makes you fall asleep
Nunca dormi ouvindo música (?). 

day 11: a song from your favorite band
Eu ia colocar Jonas Brothers aqui, mas resolvi fazer birra e escolher uma música da DNCE, a banda do Joe: Cake By The Ocean, porque sou óbvia.

day 12: a song from a band you hate
Se odeio uma banda, não vou ouvir suas músicas, e até onde eu sei, não odeio nenhuma banda.

day 13: a song that is a guilty pleasure
Odeio chamar de "guilty pleasure", mas eu amo Bang e inclusive sei cantar a música inteira.

day 14: a song that no one would expect you to love
Provavelmente, Livin' On A Prayer do Bon Jovi

day 15: a song that describes you



Parei por aqui porque isso aqui já está grande demais até pra mim. O grande meme musical em duas partes :D

Até a próxima!

Ainda é cedo

17 de janeiro de 2016.

21 anos.
5 meses.
16 dias.
1 hora.

Era 1 da manhã quando sentei pela primeira vez para ouvir Legião Urbana. E "legião urbana" é um termo amplo demais para definir o que eu ouvi. Eu ouvi juventude. Eu ouvi histórias. Eu ouvi histórias sendo contadas da forma mais doce que eu conheço; como poesia. Cada verso cantado merece ser apreciado com calma, é mais que só música, é um cuidado com as palavras, que aparentemente eram apenas palavras, soltas, rimadas, mas que se tornaram queridas aos meus ouvidos. Palavras de quando eu nem era nascida ainda, mas que continuam fazendo sentido tantas décadas depois. Duas.

Quando falo que sentei para ouvir, eu literalmente sentei para ouvir, apreciar, conhecer, compartilhar cada verso, cada frase. Música nenhuma nunca me fez sentar para ouvir. Claro que eu já conhecia esse clássico do rock nacional, se posso chamar assim, mas eu nunca tinha parado para ouvir realmente. E meus ouvidos amaram o que ouviram. E talvez eu soe estranha a mim mesma amanhã, mas amanhã é outro dia e não terei mais vinte e um anos, cinco meses, dezesseis dias, uma hora. Terei muitas mais horas.

Tudo na vida tem o momento e a hora certa para acontecer, Legião Urbana aconteceu na hora certa.


Das coisas que não voltam mais

Garfos emprestados para um colega de trabalho, a flexibilidade de quando você tinha 14 anos e livros que você realmente não queria na sua coleção. 

O tempo. Os momentos. Principalmente o tempo, não ainda. Os garfos vêm e vão. Você pode comprar outros. E quanto menos garfos, menos sujeira pra lavar. A flexibilidade talvez você consiga ela de volta com um pouco de alongamento, dos pulmões não posso dizer o mesmo. Os livros, você nem queria eles mesmo. Certo, você queria um deles, mas você pode substituí-lo de qualquer forma. Os momentos sempre retornam à mente de tempos em tempos, mas o tempo propriamente dito, ele ainda não volta. E talvez não devesse voltar. O tempo traz consigo ótimos momentos, momentos horríveis também, e momentos nhé, se é que você me entende, mas esses momentos permanecem, e alguns se repetem. O cabelo volta a ser grande, o sorriso volta ao rosto, as lágrimas voltam a secar, a música volta a tocar, e você volta a cantar, mas o tempo nunca vai voltar. 

Estamos cercados de garfos, dores musculares e livros, e também de tempo e momentos, por isso devemos aproveita-los ao máximo, principalmente o tempo que temos pois sabe-se lá se o teremos amanhã.

Uma palavrinha sobre o tempo, e o tempo que perdemos, e as coisas que se perdem com o tempo. Tudo se perde com o tempo e isso é reconfortante e ao mesmo tempo assustador. Por que estou falando do tempo? Não faço a mínima ideia. Aí outra coisa que o tempo levou, os acentos. Alguns deles. Mas os assentos continuam aqui e podemos usa-los a qualquer momento, seja para ver o tempo passar, ou não. Só para descansar as pernas e aproveitar... 

o tempo.



As músicas que você ouvia quando era adolescente, não voltam mais, mas não importa quantos anos você tenha hoje, você ainda sente as mesmas coisas que sentiu quando escutou elas pela primeira vez. Velhos amores não voltam, e o tempo leva todas, ou quase todas, as mágoas. Mesmo que você cante aos pulmões sobre as sete coisas que você odeia sobre ele. E a música continua fazendo sentido tantos anos depois, pois os momentos ficaram. A chance que você perdeu, o tempo levou, mas o tempo voltará com outras chances. O tempo traz novas músicas, novos passos de dança e novos momentos. Mas mesmo assim, algumas músicas nunca saem dos seus fones e você continua colocando elas no repeat mesmo depois de todos esses anos. Mesmo que de vez em quando elas soem estranhas aos seus ouvidos.

REVIVAL

Depois de seis anos e pouco, quatro CDs, WOWP, alguns filmes e um hiatus: Revival. Acho que nunca comentei aqui, mas uma das pessoas que acompanho desde a adolescência é a Selena Gomez e tentar falar o que sinto por esse ser humano, é quase impossível. Tivemos nossa crise nesse relacionamento (cof cof Stars Dance), mas já superei, inclusive, hoje, amo esse CD também. E nesse novo álbum, Selena está renascendo, e parece que meu amor, que nunca deixou de existir também está renascendo, então por que não falar um pouquinho dela? Cada álbum da carreira de Selena mostra uma fase de sua vida e me sinto crescendo com ela a cada CD que é lançado. Às vezes parece que ela foi a única que manteve a essência. Sendo bem sincera, no começo eu não apoiava a carreira musical dela, mas quem sou eu na fila do pão, não é mesmo? Ainda bem que ela foi adiante e só evoluiu a cada álbum lançado, e hoje eu trouxe uma playlist com as melhores músicas da carreira dela separadas por situações onde elas se encaixariam em nossa vida (ou uma desculpa qualquer para espalhar amor por aí), aperta o play!

Kiss & Tell

Uma música para dançar - Kiss & Tell: não posso começar a lista sem colocar a primeira música do primeiro CD. Esse música (esse CD) grita Disney Channel, mas vale a pena a aventura. Uma música para o coração partido - I Won't Apologize: eu não vou me desculpar por quem eu sou. Uma música para se declarar - I Promise You: 'cause no one else can male me feel the way that you do. A música do crush - Crush (duh!): I wasn't really in love, it was just a crush! Uma música para um antigo amor - The Way I Loved You: mesmo se eu me apaixonar de novo, não será da forma como te amei. A música "superei o coração partido" - I Don't Miss You At All: auto explicativo.


A Year Without Rain

Eu poderia simplesmente chegar aqui e falar "ouçam o álbum inteiro", mas não farei isso. Rock God - eu tenho um gosto meio peculiar, então essas músicas que lembram musicais me conquistam, minha vontade é sair dançando essa música por aí. A música para se declarar - Off The Chain: I'm not the type who get crazy for someone, odds of trippin' are like next to nothing', guarded my heart like a diamond ring, but love, your love changes everything. A música aleatória - Spotlight. A música da bad - Ghost Of You: apenas ouçam! E a música para enxotar alguém da sua vida - Sick Of You: I'm sick of the sleepless, never ending nights, I just don't care who was wrong or right, I'm sick of the rumors and the alibis [...] what you don't know ss how great it feels, to let you go.


When The Sun Goes Down

Nesse CD as coisas começaram a mudar. Com um encarte lindo e criativo, Selena se transformou em várias mulheres diferentes, refletindo isso em suas músicas. A música sobre amor - Love You Like A Love Song: Constantly, boy, you play through my mind like a symphony, there's no way to describe what you do to me [...] music to my heart that's what you are. A música para dançar - Hit The Lights. A música "Britney Spears" - Whiplash. As músicas aleatórias - We Own The NightMy Dilemma.


Stars Dance

Eu seguiria a mesma linha dos anteriores, mas a verdade é que da para dançar com todas as músicas desse CD, então. A festa de aniversário - Birthday. As Jennifer Lopez - Like A Champion e Save The Day. A Becky G - BEAT. A Madonna - Write Your Name. Minha favorita - Undercover. A música da bad - Love Will Remember.


Revival

Eu fiz esse post inteiro só pra fazer um música por música do Revival (e para convencê-lo a conhecer esse ser humano do gif acima), perdão. Os gifs fofos te convenceram? Em Revival temos literalmente o renascimento de Selena, com direito a discurso antes da música, e uma vez que você ouve a música, você já aprende a cantar. Essa música em especial tem mais voz que instrumentos e edição e deus estou amando que coisa perfeita. Já Kill Em With Kindness eu quero tocando nas festinhas pra ontem, obrigada, de nada - ela tem um Q de música eletrônica, mas nem tanto, é na medida certa. Cada música do CD novo tem uma vibe bem diferente da outra, e todas grudam. O Revival tem um estilo bem diferente dos álbuns anteriores, eu arriscaria dizer que até mais maduro. Same Old Love é um dos singles e já tem clipe, preciso nem falar que é uma das favoritas, né? Camouflage por enquanto foi a música que eu mais gostei, apesar de ser a mais triste por enquanto (sim, estou escrevendo enquanto ouço o CD!). Eu não sei quais foram as inspirações para esse álbum, mas Me & The Rhythm me lembrou muito Foster The People, o refrão em especial. Survivors segue a linha de Kill Em With Kindness, apesar das batidas serem diferentes. Eu diria que Body Heat é lado mexicano da Selena falando mais alto, já quero ela cantando com a Shakira (ou o Enrique Iglesias), Body Heat é minha nova Hips Don't Lie. O bom de ouvir um CD inteiro sem pular nenhuma música, é ver como as músicas completam uma às outras. Por exemplo Rise, que gostei mas não sei o que dizer sobre ela, e pra mim, Body Heat, Rise e Me & My Girls andam juntas. O Revival é um cardiograma, ora alto, ora baixo, mas nunca constante, e nenhuma música é descartável para o conjunto, foi como quando eu ouvi o Humbug pela primeira vez, algumas músicas podem não funcionar sozinhas, mas colocadas no contexto do álbum, são perfeitas. O que quero dizer é que se esse CD fosse uma pessoa, eu me casaria com ele. Nobody e Perfect aqueceram meu coração, Perfect em especial é para aquela pessoa que você gosta, mas sabe que nunca daria certo por motivos de esse coração já pertence à outro coração, aí você senta e chora ouvindo Perfect. Por fim, as duas últimas músicas do CD, aquelas que você tem medo de ouvir por talvez estragar a experiência do CD perfeito. Depois de toda essa bad, Selena ressurgi como um Quetzal (desculpe a piadinha, essa é uma ave mexicana etcetc, apesar desse nome de Pokémon) com Outta My Hands (Loco) e fecha o álbum ao som de Cologne, é bem uma música de final mesmo. As únicas que eu não soube o que dizer, pro bem ou pro mal, foram Hands To Myself e Sober, quais eu gostei, mas não tenho uma opinião formada ainda.


Se você chegou até aqui, parabéns. Se eu consegui te convencer a ouvir pelo menos uma música, saiba que eu te amo do fundo do meu coração. Agora, licença que vou ali colocar esse álbum no repeat. Até a próxima!

21st century breakdown

"Vinte e um. Foda. Porque né, depois dos vinte fodeu. Vinte e dois, vinte e três, vinte e quatro, dor na lombar, trinta, glaucoma, quarenta, enfisema, varizes, cinquenta, problema de gota, setenta, câncer, oitenta, e pronto. Você morre na fila do SUS." – Vacaciones, Ana Paula Barbi
Depois de amanhã é meu aniversário. Vinte e um. E eu não sinto nada. Não me sinto nem super animada, nem super surtada, nem super nada. Eu vou passar meu aniversário na estrada, voltando de Montes Claros. Acho que posso riscar “viajar com a família” da minha lista de 101 coisas para fazer em 1001 dias já que dez horas é muito tempo por mais que seja só um dia. Vinte e um. Não me sinto nem nova demais, muito menos velha demais. Velha, mas nem tanto. Vinte um. Quando você estiver lendo esse texto eu provavelmente estarei fazendo a matrícula na faculdade e eu espero que dê tudo certo. Espero pelo menos acordar porque estou há dois dias sem saber o que é dormir direito (trecho inserido dia 26, eu não esperava ficar tão cansada nessa viagem). Eu estou escrevendo no dia 24, mas ele só vai ao ar dia 27, talvez com uma observação. Mais um ano. Vinte e um. E pensar que cinco desses vinte e um anos eu passei escrevendo. E pensar que demorei cinco anos para decidir o que fazer da minha vida e meio que ainda não sei direito, mas tudo bem. E eu queria fazer aquela lista de 21 coisas que aprendi com 21 anos, mas eu não consigo pensar em 21 coisas. Mas posso citar algumas coisas que merecem ser compartilhadas. Nesses vinte e um anos eu aprendi que quando a gente resolve fazer as coisas ao invés de só querer fazê-las, a gente de fato faz tudo o que quer. Aprendi que o melhor está por vir. Que ser organizado é legal. Astrologia é legal. Se irritar não vale a pena. E que não saber o que você quer fazer da vida aos 21 anos não é o fim do mundo. E eu poderia fazer uma lista de 22 coisas para fazer antes dos 22, mas nah! – não é como se eu quisesse correr atrás das coisas. Correr cansa e eu prefiro dar passos curtos e concretos atrás dos meus sonhos e projetos. Vinte e um. Em um ano eu nem sei listar tudo o que fiz. Que venham mais dois, mais cinco, mais sete. Vinte e um. Vinte e um. Vinte e um. Eu vou ficar repetindo esses números durante uma semana. Vinte e um. Mas igual eu falei ano passado: são apenas números.





Aí eu decidi fazer esse meme que vi no draminha, o blog da Raquel, não sei o nome do meme mas dá pra pegar o espírito da coisa quando você começa a ler, vamos lá:

dez anos atrás
estava com 11 anos, em 2005, na quinta-série. gostava de ficar na biblioteca da escola e escrevia de vez em nunca. tinha diários, ah, os diários. saudades.

cinco anos atrás
estava com 16 anos, no segundo ano do colégio, sem saber o que fazer da vida, criando meu primeiro blog, escrevendo pra caramba, saudades.

dois anos atrás
estava com 19 anos, trabalhando onde trabalho hoje, me meti na psicologia e larguei um mês depois ainda sem saber o que fazer da vida, escrevendo pouco e sofrendo muito, 2013 foi horrível mas foi quando o tempo começou a desanuviar depois de dois anos sofridos.

um ano atrás
estava com 20 anos, no mesmo trabalho, ainda sem saber muito bem o que fazer da vida apesar de ter uma ideia, estava fazendo o curso de fotografia, lendo e escrevendo pra caramba, esse ano foi massa. isso não quer dizer que eu sinta saudade.

ontem 
foi meu aniversário. e eu estava em um ônibus voltando para Uberlândia.

hoje
tenho a intenção de fazer a matrícula na faculdade, mas é provável que eu adie para terça-feira. mentira, preciso fazer hoje sem falta porque têm coisas para serem feitas sem falta que dependem dessa matrícula e da grade horária. vou criar vergonha na cara e ir lá fazer a matrícula. jornalismo, eu escolho você! (não fossem as referências, não seria eu) (ba dum tss)

nesse fim de semana eu vou
fazer vários nadas. e trabalhar. talvez eu assista algum filme depois do trabalho. meu fim de semana é uma incógnita. como dá para perceber, sempre fui uma pessoa confusa.


Por fim ainda estou pensando em maneiras de não deixar meu aniversário passar em branco. Já que o próximo fim de semana já é dia primeiro, todo mundo já recebeu e tem dinheiro, pode rolar festinha. Por que não? Ou boliche. Ou cinema. Ou whatever. Talvez eu acabe indo no cinema sozinha, faz tempo que não faço um programa do tipo. Para fechar o post fiquem com essa playlist de músicas de aniversário porque eu sou clichê nesse nível:

Birthday - Selena Gomez


22 - Taylor Swift


Last Friday Night (T.G.I.F.) - Katy Perry

TiK ToK - Ke$ha

Demi Lovato 17th Birthday Party


Até mais, e obrigada pelos peixes! ∩(︶▽︶)∩

Paris, je t'aime

É possível sentir nostalgia de uma coisa que você não viveu?

Amor antigo, só não me pergunte porque. Paris me lembra ballet, amor e chá. E não me lembro de um amor maior do que meu amor por Paris mesmo só a conhecendo de longe. Não só Paris, mas toda a França. Mas principalmente Paris. Desde de criança eu arranho palavras soltas em francês e não me lembro de qual foi meu primeiro contato com essa língua musical, mas foi amor ao primeiro som. Uma das coisas para fazer não sei quando mas ainda nessa vida, é conhecer Paris e eu passei o fim de semana nesse continente distante. Metaforicamente, claro. Mas antes de falar do final de semana, vamos voltar no tempo, para uma velha casa em Paris coberta por uma videira.


Madeline foi uma das minhas maiores referências francesas na infância apesar de ser produzido nos Estados Unidos. Baseada na série de livros de Ludwig Bemelmans, a série conta a história da menina órfã Madeline que vive com suas companheiras e amigas em um orfanato católico de Paris. Madeline vive grandes aventuras a cada episódio com suas amigas do orfanato. Durante as histórias, todos os personagens falam algumas palavras e expressões em francês ensinando naturalmente ao público infantil um pouco desse idioma {Wikipédia}.

Partindo para o final de semana, caí de paraquedas na revolução francesa pelos olhos de Maria Antonieta com o filme que leve seu nome. Aqui temos dois jovens imaturos que não fazem ideia de como governar um país e do outro lado uma França passando fome. Mas para quem quer ver os fatos históricos, filme errado. Nesse filme vamos acompanhar a vida de Maria Antonieta antes e pouco antes da explosão da revolução, festas e affairs. Eu gostei muito de ver o lado de lá da história e óbvio, ficar babando por Versalhes. O filme te dá o que promete e te diverte mesmo com temática histórica. Eu gosto de história então sou suspeita para falar, mas acho que até quem não gosta também vai se divertir. Agora eu gostaria de pedir licença para namorar a fotografia desse filme ali no cantinho. Que coisa maravilhosa! O visual do filme é lindo, a atmosfera é uma passagem só de ida para o Palácio de Versalhes, as roupas são maravilhosas, é tudo lindo, eu estou apaixonada! Concordo com um comentário que li lá no Filmow: o filme é um grande cupcake (e isso é um elogio)!

Mas como nem tudo são flores assisti Adeus, Minha Rainha logo na sequência e foi uma decepçãozinha já que eu estava no clima e baixou minha bola totalmente. Enquanto no primeiro filme temos a visão de Maria Antonieta, já no segundo é a visão de uma de suas criadas. Gostei de como a história foi contada toda dentro de Versalhes no primeiro filme, uma Maria Antonieta jovem e que não sabia muito bem o que estava fazendo. A revolução francesa em si não chega a ser diretamente abordada, não vemos a França fora do palácio. Em Adeus, Minha Rainha o cenário já muda e vemos um pouco da revolta do povo e a situação da população. Mas deixou um pouco a desejar. Eu terminei o filme com a sensação de que estava faltando algo, como se ele tivesse ficado incompleto. Acredito que se o tivesse assistido antes, não teria continuado a maratona de filmes históricos. Eu queria que tivéssemos continuado no ponto de vista da rainha apesar de que conhecer um pouco da história do ponto de vista da criada também foi interessante. Mas faltou alguma coisa, não sei. O filme começou muito bom e foi declinando. No fundo eu queria que o tema histórico em si fosse abordado e não o amor platônico de Sidonie pela Antonieta (e eu passei o filme todo lembrando de Azul é a Cor mais Quente). Maaaaaas, eu fiquei apaixonada pela fotografia e figurinos do filme ❤ E só também. Eu não gosto da Léa Seydoux ¯\_(ツ)_/¯, foi como assistir Adèle no meio da revolução francesa, sabe? Mas no final das contas até que valeu a pena porque os dois filmes se complementam. Enquanto em Maria Antonieta a acompanhamos desde a saída da Áustria até a fuga de Versalhes, em Adeus, Minha Rainha a revolução já começou e a guilhotina já está pronta para arrancar a cabeça da rainha.

Por fim depois dessa overdose de Antonieta fiquei ouvindo música francesa e encarando meu quadro da Torre Eiffel desejando estar lá. E fui ler "Paris para iniciantes" do Paulo de Faria Pinho. A sinopse promete crônicas em Paris mas na verdade é um guia para não turistas. O autor te leva para as ruas de Paris, te dá um banho de história e várias dicas legais do que fazer, onde comer e etcetera. Recomendo lê-lo com o Google aberto, assim você pode procurar os lugares que ele está descrevendo e ver com seus próprios olhos. Além de dicas de livros, filmes e música. Já falei da comida? Tem muita comida nesse livro. E por fim terminei essa viagem ouvindo "Paris" de Yael Naim e apesar da música não ser em francês, por um momento tive certeza de que eu estava lá, pelas ruas de Paris.


Essa é a semana antes do meu aniversário e eu resolvi fazer postagens especiais, mais pessoais - lê-se memes - para vocês saberem um pouquinho mais de quem é que está aqui do outro lado, e falar de Paris não estava na lista mas aconteceu. Mas tudo bem, pois não tem nada mais pessoal para mim do que Paris. Na época da escola eu cheguei a fazer uma aula de francês, aprendi os dez primeiros números, falar meu nome e os meses. E claro, as expressões do dia-a-dia. Hoje já não me arrisco a falar mas o francês está na lista de línguas que quero muito aprender um dia. À bientôt!

Lonely Hearts Club (Elizabeth Eulberg)

Pode haver spoilers.

"Eu, Penny Lane Bloom, juro solenemente nunca mais namorar enquanto viver.", e é com essa declaração que começamos esse amor em forma livro. Após passar por uma decepção amorosa, a adolescente Penny decide nunca mais namorar na sua vida - ou pelo menos até terminar o colégio. E então ela funda o Lonely Hearts Club. Se depois de ver a capa do livro, ler o título, saber o nome da personagem principal e ler essa introdução você não pegou a referência: The Beatles. Eu também não me toquei, só fui perceber depois que já tinha começado a ler. Eu comprei pela a capa e não sabia uma vírgula da história, e foi uma das melhores leituras até agora. Acho que se eu tivesse pesquisado um pouco antes de comprar, teria desdenhado o livro e deixado pra lá - ainda bem que não fiz isso. 

Começamos o livro sendo introduzidos ao motivo pelo qual Penny decide criar o clube. Somos também apresentados à seus pais, beatlemaníacos, e descobrimos que não só Penny Lane tem seu nome inspirado nas músicas da banda. Ao decorrer dos capítulos conhecemos outros personagens ao redor de Penny e cada um deles trás algo para a história, a autora trabalhou sutilmente cada um deles apesar do livro ser narrado em primeira pessoa. Conhecemos as dores de cada um e o amadurecimento de Penny. Mais do que relacionamentos adolescentes, o livro trata de amizades e como ter os amigos ao seu lado é mais importante do que qualquer outra coisa.


O livro é dividido por partes e cada parte tem o nome de uma música do Beatles. A edição é linda! Cheia de detalhes que combinam totalmente com o clima da história. A declaração de Penny no começo do livro vai aos poucos ficando para trás depois que ela coloca um ponto final (com estilo) em seu relacionamento anterior. Pode parecer óbvio o fato de ela terminar o livro ao lado de alguém mas não tem como não torcer pelos dois. Se você for ler o livro, depois dessa frase você já matou quem será o par amoroso de Penny no final. E apesar de achar essas frases promocionais bem forçadas - "leitura imperdível para qualquer pessoa que já esteve apaixonada... ou que jurou nunca mais passar por isso". Você vai se identificar. Quantas vezes eu já repeti essa mesma frase! Penny tenta negar seu amor e bloquear todos os seus sentimentos pelo medo de se machucar de novo. Quem nunca?


Não só nos títulos estão as referências, os Beatles estão presentes no livro todo. Da contra capa às falas dos personagens ao nome do clube. E no nome da personagem principal, claro. Penny Lane. Passei o livro todo dizendo que eu era a Penny. Penny é tudo que eu fui quando tinha sua idade e de vez em quando ainda sou. E digo que esse livro não poderia ter parado em minhas mãos em melhor momento - eu não o teria aproveitado da mesma forma se tivesse lido na adolescência. Tirando os Beatles eu me vi em cada frase e drama e pelos olhos de Penny. Claro que não passei pelas mesmas coisas que ela, quem me dera ter um Ryan na minha vida, mas eu a entendo e teria agido da mesma forma. Eu agi da mesma forma. Eu passei por isso. E esse livro não poderia ser mais uma biografia do que ele já é.

Here comes the sun, and I say it's all right... E tudo bem dar uma chance ao coração as vezes pois mesmo machucado, ele volta a bater. Não importa quão frio está o inverno e quão gelado está o seu coração, ele vai voltar a derreter e bater. E gente, Beatles é muito bom.