Conversas com pipoca: Se me arrancassem as asas eu também ficaria putaça


Sinceramente, eu não esperava pelo filme que assisti. Na verdade, eu nem tinha lembranças de quem era Malévola, Aurora nunca foi minha princesa favorita da Disney e seu filme sempre foi chato pra mim. 

Na primeira versão, Malévola é pintada como um ser maligno e sem coração que amaldiçoou a pequena princesa no dia de seu nascimento, e então, quando completasse 16 anos, cairia num sono eterno, até ser acordada por um beijo do amor verdadeiro. Aurora espeta o dedo, dorme, Philip aparece e quebra a maldição, fim. 

Quem era Malévola afinal de contas?

Na segunda versão descobri que ela era apenas uma das fadas mais poderosas do mundo mágico, e que por pura ganância seu primeiro amor lhe arrancou as asas para suceder o trono. Malévola não se deixou abalar pela falta de caráter do ex camponês e seguiu adiante, sim, com sede de vingança, e despejou o ódio que sentia na inocente Aurora, e no início, desejando que sua maldição se cumpra, acaba se aproximando da menina e criando um vínculo de fada madrinha. 

Ao perceber que nem todos os humanos são babacas como o rei, se arrepende, e a parte mais bonita é onde ela tenta quebrar a maldição, mas infelizmente, devido a suas próprias palavras, ela não consegue. 

É maravilhoso ver o poder das palavras e como podemos nos arrepender e pedir perdão de todo o coração, eu esperava a história de uma vilã, uma bruxa má, mas me esbarrei com uma mulher forte que lutou, mesmo sem suas asas, pelo o que achava correto, e que quando notou que, opa, a coitada da princesa não tem nada a ver com isso, abriu seu coração e deixou que a pureza retornasse. 

E Aurora aqui não é apenas uma princesa adormecida esperando por seu príncipe, o tal do amor verdadeiro. Aurora julga Malévola por ela mesma, não pelo o que ouviu-se dizer, para Aurora, Malévola sempre foi sua fada madrinha.

Não julguemos por disse-me-disse, não tenhamos sede de vingança - prato frio só é bom se for sorvete e seus acompanhantes, lutemos pelo o que acreditamos, se lhe arrancarem as asas, lembre-se que ainda tem força, mulheres não são inimigas. É sempre tempo de pedir perdão, não esperando que o outro aceite, mas para libertar a si mesmo dos pensamentos amarelados. 

Resumo do mês - Memórias de Junho/17

Esse mês eu não escrevi e foi proposital, queria e tinha que focar nas aulas da faculdade. Mas não me desliguei da internet e mais uma vez percebo que me desligar do blog nunca é a melhor opção, quando eu fazia algo era pra cá que eu queria trazer imediatamente, e é isso que vou fazer em julho, vivi, gravei, guardei.

Comprinhas

O inverno que estava chegando, já chegou e depois de muito tempo nessa indústria vital, realmente ficou frio em Ubercity. Sempre quis uma dessas jaquetas metade moletom e metade jeans, c&a realizou um sonho, e esse casaquinho branco que parece um monte de miojo foi na marisa. Não recomendado para frios imensos. E essa estrela foi no Parque do Sabiá no último domingo quando fui fotografar a Giovana.

Virei modelo

De maquiagem, isso mesmo. Uma ex-colega de trabalho virou maquiadora e fui modelo. Uma imagem vale mais que mil palavras.

Livros lidos

Depois de muito tempo sem ler direito terminei três livros esse mês, um deles em inglês: As Valkírias do Paulo Coelho, Eleanor & Park da Rainbow Rowell que intercalei a leitura em inglês e português, e O Sol e Peixe da Virgínia Woolf. Isso se deu por filas de banco e falta de internet em casa. No momento, terminando Orgulho e Preconceito da Jane Austen. E perdão pelo vacilo, mas não consigo ser a blogueirinha das resenhas.

They see me rollin, they hatin

Sábado à noite é dia de que? Isso mesmo, cair de patins. Não sei andar de patins, meu coração não aguenta tanta adrenalina, porém, amei cair andar de patins. Isso foi no começo do mês, o mesmo dia em que eu iria num show, porém bateu aquela crise existencial e andar de patins foi mais legal que ir no show. 

Fotografei

Saí pra fotografar duas vezes claramente usando roupa de gato. Em breve em um site perto de você (se meu notebook ajudar).

Netflix and chill

Sétima temporada de Grey's Anatomy e contando. Comecei RuPaul's Drag Race e terminei o dia pesquisando por perucas. Assisti Ramona e Beezus e é um filme super fofo sobre família e amor de irmãs, O Idiota do Meu Irmão, o filme perfeito pra passar o tempo, e só assisti porque tinha a Zooey Deschanel, e por fim Grandes Olhos que deixou as portas abertas para a Patrulha da Fraude me atacar, que filme ótimo, me arrependi de não ter ido ao cinema no lançamento. 

🍃

Olhando agora parece que junho foi enorme e ao mesmo tempo passou super rápido. Que venha julho!

Com que filme eu vou

Roubando memes since 1994.
"Eu não tenho absolutamente nada para assistir"

Lembro de ter visto essa tag nas terras do Youtube há um tempo, mas tô roubando da Bruna.

1. Um filme para assistir sozinho


De repente 30 é meu filme. Ele me diverte, me deixa mais leve, já sei até todas as falas de cor e salteado. Não sei se alguém assistiria comigo, até porque nunca sugeri, mas De repente 30 é o meu momento de voltar a ter 13 anos e ao mesmo tempo imaginar os 30.

2. Um filme para assistir quando está chovendo


Meia-noite em Paris. Não que chova muito no filme, mas é que Paris me lembra dias nublados. E nesse filme temos um escritor viajando no tempo e se encontrando com escritores super famosos que dão dicas para seu livro, Paris e livros 💖

3. Um filme para te fazer dormir


Infelizmente eu tenho que colocar aqui Nos tempos da Brilhantina, foi o único filme que fez dormir, mas acredito que tenha sido por ser umas 4H da manhã no dia e não porque o filme é ruim, afinal, é um musical, e eu AMO musicais.

4. Um filme para assistir bêbado


Eu nunca fiquei bêbada, mas deixo aqui Spring Breakers.

5. Um filme para passar enquanto estiver fazendo outra coisa


Gosto da ideia de parar para assistir, mas um filme que eu já sei até de trás para frente é O Diabo Veste Prada, amo esse filme, e ele pode ficar passando enquanto fico na internet por exemplo.

6. Dois filmes para serem assistidos em sequência


Procurando Nemo e Procurando Dory. Os dois não são uma sequência, mas gosto da ideia de assisti-los juntos simplesmente por serem quem são.

7. Um filme para assistir com uma pessoa amorzinho


Namorado? Mãe? Best friend forever? Só consigo pensar em Scott Pilgrim contra o mundo. Tem romance para os casais (assisti assim), é divertido para ver com a família, dá para assistir com qualquer pessoa.

8. Um filme para assistir com os amigos


Deadpool! Eu fui no cinema com uma galera assistir, melhor dia.

9. Um filme para assistir com a sua mãe


Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, sendo sincera não sei se ela ia gostar tanto assim, mas compras e amores, né não?

10. Um filme para assistir com seu irmão


Tinha colocado Harry Potter mais para cima, mas definitivamente se encaixa muito melhor aqui. Meu irmão gosta de Harry Potter tanto quanto eu, e só para seguir a idade dele, Harry Potter e a Câmara Secreta.

That's all folks!

Have courage, and be kind



Cinderela (2015)

Eu sou uma pessoa apaixonada por contos de fadas, desde sempre, quando era mais nova chegava a imaginar meu próprio conto de fadas, não exatamente com um príncipe, mas com a fada madrinha, e a magia e tudo que se tem direito. Já faz bastante tempo que me afastei dessas histórias, porém assistir Cinderela (2015), fez a chama se reacender dentro de mim. Eu acho difícil falar de coisas que as pessoas já conhecem, e mais ainda falar de coisas que eu amo. Cinderela em especial é sutil demais para que eu posso chegar a alguma conclusão, para que eu consiga escrever sobre o filme, porque é difícil demais escrever sobre sentimentos. O tempo todo ele me despertou sentimentos adormecidos. Me arrependo de não ter assistido no cinema. Tento colocar em palavras o que estou sentindo desde o momento da subida dos créditos e simplesmente não consigo. Nessa nova versão conhecemos a mãe de Ella (que eu não sabia que se chamava Ella até então), e o filme todo gira em torno das últimas palavras que ela diz para sua filha antes de morrer: "tenha coragem, e seja gentil". De algum modo isso está agora preso em mim. Tenha coragem. Seja gentil. Talvez eu devesse reler Pollyanna para manter aceso o espírito da gentileza. Em um mundo tão duro, tão difícil, tão complexo, ver as coisas com leveza, porém sem fugir da realidade, é a melhor maneira de viver e não apenas sobreviver nessa selva de leões. Eu amei muito esse filme e mais uma vez a Disney conseguiu aquecer meu coração, pois afinal, a única coisa que precisamos às vezes é ter coragem, sermos gentis e de um pouco de magia.


Escritores da Liberdade (2007)

Por outro lado se Cinderela é pura magia dentro da realidade, Escritores da Liberdade é a própria realidade jogada direto na sua cara, e não é atoa que foi baseado em uma história de verdade. O filme se passa em Los Angeles, na época maior de luta entre classes e gangues. Latinos não se misturavam com negros, negros não se misturavam com asiáticos, ninguém se misturava com ninguém e todo mundo se odiava - e se matava - por muito, muito pouco. E Erin Gruwell é a nova professora da escola que mais parece uma extensão das ruas. Ela da aula para uma turma que se divide entre todas essas gangues - e um garoto branco - e durante seu ano letivo ela vai entendo aos poucos e conquistando seus alunos um por um, com a ajuda de "O Diário de Anne Frank". É um ótimo filme e enquanto escrevo esse breve comentário acabei de fazer uma associação com Cinderela (acho que o destino me fez assistir o live-action antes de querer escrever sobre Freedom Writers). O que Erin ensina em sala é praticamente a mensagem que Cinderela deixa pra gente: "tenha coragem, e seja gentil", e a magia? Erin foi a magia, o milagre na vida de cada um daqueles adolescentes. Ela fez com que eles se libertassem de seus passados, compreendessem seu presente e pensassem em seus futuros da forma mais libertadora que existe: escrevendo.



E eu precisava incluir esse gif em algum lugar, só por isso ele esta aqui. Have courage, and be kind! 💖

Inspiração fotográfica no cinema

Olá :) Dia desses me peguei de volta a folhear meu livro "Movie Box" que fala sobre cinema e várias de suas facetas, e é cheio de imagens maravilhosas, e fiquei inspirada em fazer mais retratos ainda depois disso. Eu fotografei algumas páginas e espero que também inspire alguém.
















Por hoje é só :)

Filme: O Sorriso de Monalisa (2003)


"O Sorriso de Monalisa" se passa em 1953 em uma sociedade onde a única função das mulheres é se casar e cuidar da casa, do marido, e seus futuros filhos, a recém-formada professora de História da Arte,  Katherine Watson, chega na escola tradicional Wellesley College, uma escola só para mulheres, totalmente tradicional, para quebrar padrões e dizer que além de "donas de casa", aquelas mulheres podem ser o que elas quiserem, e se elas quiserem. Mulheres do lar, advogadas, ou os dois. Julgada por estar na casa dos 30 e ainda não ter se casado, perseguida pela diretora do colégio que quer que ela siga rigorosamente o que está proposto no currículo da escola, e ainda lidando com a sua vida pessoal que também não vai bem, Katherine continua de pé, de cabeça erguida com o único propósito de mudar o mundo.

Com a minha bagagem de um módulo e meio de faculdade eu na maior parte do filme fiquei analisando como Katherine lidava com suas alunas em sala e modo como o currículo tinha de ser seguido a risca por todos. O que estava no programa tinha de ser ensinado e ponto, o que no caso dessa turma em específico, não agregava em nada, pois elas já sabiam de tudo. E para Katherine, ver todas aquelas mulheres tão inteligentes serem moldadas e levadas a crerem que sua única função era cuidar da casa e do marido foi mais que o estopim para que ela desse suas aulas do seu jeito e fizesse suas alunas pensarem fora da caixinha. Para mim foi um "quando eu crescer quero ser que nem você".

Esse filme foi o tempo todo um tapa na cara e alguns socos no estômago no que diz respeito aquela palavra com F, engraçado (ou nem tanto assim) que eu fico falando que quero mudar o mundo, sendo que nem consigo mudar a mim mesma direito, eu quero falar, e ser ouvida, mesmo que meu timbre não seja dos mais altos, eu quero continuar nele, porém mesmo assim, ser ouvida e até quem sabe, compreendida. Talvez Kath não tenha conseguido mudar o mundo, mas depois dessa cena elas se abraçam e a gente vê aquele ar de "dever cumprido", em um estilo até meio Mary Poppins de ser, posso não ter mudado o mundo ou influenciado todas elas, ou todos eles, mas eu ajudei alguém a abrir a cortina de renda e olhar para o lado de fora da janela, posso ir para casa e descansar minha cabeça em paz no travesseiro. Eu fiz alguma coisa. Kath não diz nada disso, mas é o tipo de coisa que fica no ar. E bom, é arte, e a arte é subjetiva. 

Eu nunca dei aula na minha vida e nunca estive em sala de aula a não ser como o aluno, porém escolhi a Licenciatura, e pode ter sido simplesmente pelo meu interesse nas Artes e não em dar aula, e sendo bem sincera, foi, mas depois de entrar em contato com o outro lado da moeda e assistir muitos vídeos da Patrícia Pirota, a chama da docência se acendeu dentro de mim, e por enquanto, é isso que estou fazendo.

Interestelar e o que estamos fazendo com o planeta

Há muito eu não assistia um filme que me fazia pensar. De levantar da cama e ir até a janela olhar pro nada por alguns minutos, e foi o que aconteceu depois de assistir Interestelar. 

Posso não me envolver em muitas discussões sérias sobre política e etceteras, mas a questão ambiental sempre mexeu muito comigo. Não consigo lembrar qual foi a última vez que joguei lixo no chão ou se já fiz isso alguma vez (sou o tipo de pessoa que coloca o lixo na bolsa até encontrar uma lixeira), e não venho falar que sou a Senhora Meio Ambiente até porque não faço reciclagem como deveria nem nunca plantei uma árvore, mas então perceber que aquele futuro mostrado no filme é um futuro possível, me assustou. 

Poeira por toda parte, os recursos naturais cada vez mais escassos, o mundo precisando de fazendeiros aos invés de engenheiros. A comida está aos poucos acabando e pode ser o fim da humanidade para sempre. Não existe mais Planeta Terra. Seremos extintos para sempre a não que procuremos um novo lar.

Será que não vale a pena cuidar um pouquinho mais do único lar que temos hoje para que isso não venha mesmo a acontecer? O mundo vai ficando cada vez mais quente e a situação vai piorando a cada dia, e nós estamos ajudando a piorar com cada ato inconsciente (ou não) que praticamos no dia-a-dia. 

mais filminhos

Sábado falei de um filme bonitinho e hoje voltei com mais quatro filmes (não necessariamente bonitinhos). Desculpe a falta de temas, mas as leituras andam fracas por aqui.


Capitão América: O Primeiro Vingador (2011): Percebi que já faz uma semana que assisti Capitão América: O Primeiro Vingador e não comentei do filme, ops. Filme que aliás, adorei. Aqui somos introduzidos ao personagem, a descoberta do Capitão no presente e então somos mandados para o passado a fim de conhecer como ele se tornou quem é. A construção do herói é mais científica que fantasiosa, se passa durante a Segunda Guerra Mundial onde, Steve Rogers é convidado a servir de cobaia para um teste do Dr. Erskine onde ele se transformaria de um rapaz magro e fraco, para um super soldado. Terminei desejando Capitão América 2: O Soldado Invernal.


A Nova Onda do Imperador (2000): No mesmo dia que assisti Vivendo na Eternidade, filme que gostei tanto que escrevi um texto só pra ele aqui, assisti também A Nova Onda do Imperador. Quem lembra de A Nova Escola do Imperador? Isso mesmo, é o filme do Kuzco onde ele é transformado pela Yzma em uma lhama e agora tem que achar um jeito de voltar para o palácio e destruir os planos malignos de sua conselheira. Tudo com uma lição bonitinha no final. O Kuzco é quase um dos meus personagens favoritos da Disney.


Chicago (2002): 1920. Seis assassinas em potencial. Duas mulheres que fariam de tudo pela fama. A cidade de Chicago ama sangue fresco e rostos bonitos para aclamar. Chicago é um musical e como é de se esperar, um dos que eu amo. Assisti pela primeira zapeando a TV e no domingo resolvi assistir de novo, tem no Netflix. Eu amo como esse consegue não te fazer odiar os criminosos. Você não torce por ninguém, você é só mais um espectador do show e quando a cortina se fecha, você vai embora. Já fazia tempo que eu queria rever e não acredito que demorei tanto.


O Expresso Polar (2004): Naquelas de tentar entrar no clima natalino, assisti já tem muitas semanas o filme d'O Expresso Polar, o que não deu muito certo e nem amei tanto assim, apesar de ter feito uma referência no resumo do mês de novembro. Parte de mim queria ter assistido a esse filme quando eu era criança. Um filme que eu sempre achei que fosse com gente de verdade e com o Josh Hutcherson (?) é na verdade uma animação que eu diria até que vale a pena assistir nesse mês de dezembro caso você ainda não tenha visto, o que eu acho difícil por ser um filme até bem conhecido. Meu filme natalino favorito continua sendo Menores Desacompanhados ¯\_(ツ)_/¯


Algum filme pra me indicar?

Tuck Everlasting (Vivendo na Eternidade - 2002)


Procurando por coisas aleatórias na Netflix, uma dessas coisas aleatórias que encontrei foi esse filme com a Alexis Bledel que na capa achei que era a Ellen Page (?), li a sinopse e coloquei pra rodar. Adoro ver filmes assim pois sempre posso me surpreender. Por ser um filme da Disney logo já deduzi qual seria o final, mas esses dois fatos não tiraram nada do filme. Foi uma história bem contada e amarrada, e que eu veria de novo. 

Tá, mas é sobre o que? Em meados do século XX, Winnie Foster se vê presa às garras da mãe e ao ser obrigada a partir para um colégio interno, foge para o bosque da família, lá descobre que a família Tuck vive às escondidas e eles possuem um segredo que pode mudar tudo, tanto para Winnie, quanto para o mundo. Agora que se apaixonou pelo filho mais novo da família, tem que decidir se ficará com eles, ou voltará para casa.

Primeiro, vamos lembrar que estamos falando de um filme da Disney, alguma mensagem esse filme vai deixar seja quem for que esteja assistindo. Uma mistura de fantasia com a realidade que eles sabem fazer muito bem, e o visual de época que consegue me conquistar de primeira. O filme é sutil. Mas, faltou alguma coisa. Ele é completo de várias formas e acredito que se fosse mais longo, estragaria. Mas mesmo assim, senti falta de algo. Só por isso ele perdeu meia estrela. Mas não veja isso como uma coisa ruim, eu realmente amei o filme e pode ser que para você não falte nada. Uma das coisas que eu mais gostei foi a narração do filme, me lembrou um pouco A incrível história de Adaline, inclusive o plot é parecido. Não quero falar muito para não revelar a história, então parei por aqui.

Time is like a wheel. Turning and turning - never stopping. And the woods are the center; the hub of the wheel. It began the first week of summer, a strange and breathless time when accident, or fate, bring lives together. When people are led to do things, they've never done before. On this summersday, not so very long ago, the wheel set lives in motion in mysterious ways.

filminhos

Normalmente eu passo o fim de semana assistindo How I Met Your Mother, mas dessa vez passei assistindo filminhos legais, então, aqui o que foi visto:

Becoming Jane (2007): Assisti Amor e Inocência sábado depois do trabalho (a intenção era ir ao cinema, mas o shopping estava cheio e eu sem paciência, então escolhi a Netflix, sou dessas) e ainda não tenho palavras suficientes para descrever esse filme. Ele conta a história de como Jane Austen se tornou a Jane Austen, baseado em fatos e com a Anne Hathaway de protagonista, além de ser um filme de época, o que sempre acaba me ganhando pelo visual lindo desses filmes. Eu ainda não li Jane Austen, mas é uma autora que está há tempos na lista do vou ler, e depois desse filme, mais ainda. O roteiro pode parecer tedioso para quem não se interessa pela autora ou por filmes nesse estilo, são quase duas horas de filme, mas é recomendado e muito bonito. Fiel nas caracterizações e com paisagens lindas, toda vez que assisto um drama histórico tenho vontade de me teletransportar para aquela época. Acompanhamos Jane lutando pelo seu lugar ao sol como mulher e escritora, fugindo de um casamento arranjado por dinheiro e lutando por amor. Sua paixão por livros e literatura é transbordada da tela e acredito eu que todo bom leitor vai se identificar. Jane deu às suas personagens o final feliz que ela não pôde ter. (Meu deus eu preciso ler essa mulher logo!).


O Espetacular Homem-Aranha (2012): Diferentemente de muita gente que detestou esse filme, eu adorei! Não sou A expert em heróis e nem posso dizer que tenho um favorito, mas eu sempre gostei do Homem-Aranha, não me pergunte o motivo. E eu era muito apegada à primeira trilogia do Aranha, por isso enrolei tanto para assistir os novos (não tão mais novos assim) filmes. Vi só o primeiro e o roteiro em si não muda muito do filme de 2002, a essência é a mesma, o temos é um reboot e não necessariamente um filme completamente novo, e me arrependo de não ter assistido nos cinemas. E bom, acho que eu devia explicar um pouco da sinopse mesmo sendo um filme bem conhecido. Basicamente, a história gira em torno de um adolescente que é picado por uma aranha radioativa e por esse motivo ganha super poderes. 

A discussão dos fãs gira em torno que quem foi o melhor Aranha, mas para mim não teve o melhor, Tobey e Andrew foram ótimos como Homem-Aranha, só que eles foram Aranhas diferentes, com personalidades diferentes e com vilões diferentes também, e não vou dizer quem foi que o Peter de 2012 enfrentou, a surpresa foi bem-vinda na hora de assistir o filme. E, ah, não assisti nenhum filme do Capitão América, mas mal vejo a hora de assistir Guerra Civil por motivos óbvios: o Homem-Aranha estará nele (e eu sei não será o Andrew, por favor, estou falando do personagem). Preciso abrir mais um parênteses aqui, e talvez você queira pular essa parte já que tem spoiler do segundo filme, e me perguntar por que é que tanta gente reclama da morte da Gwen Stacy no filme dois já que ela também morre nas HQs? Enfim. Falando nas HQs, eu estou louca para ler alguma coisa do Homem-Aranha, se você tem alguma indicação, não deixe de me contar nos comentários pelo amor de deus nunca te pedi nada.


A Fabulosa Aventura de Sharpay (2011): Como dá para perceber eu tive um fim de semana bem eclético. Não tenho muito o que dizer sobre esse filme, só que eu estava de bobeira na Netflix, pesquisei por Disney e memórias do meu tempo de Wildcat voltaram instantaneamente quando vi esse filme na grade. Nesse filme Sharpay viaja para Nova York para tentar dar seu primeiro passo rumo à Broadway, seu maior sonho desde sempre. É válido para os fãs de HSM, mas me decepcionou um pouco. Acho que eu esperava uma Sharpay mais crescida, mais madura, apesar dela ter aprendido bastante nessa "aventura". A forma menos dura de dizer isso é que já assisti HSM um zilhão de vezes e continuo assistindo, mas não assistiria A Fabulosa Aventura de Sharpay de novo.


Por hoje é só!

Minha querida Anne Frank (2009)

Ontem eu assisti um filme baseado no livro "Memories of Anne Frank", escrito por Hannah Boslar, sua amiga de infância. Neste filme somos introduzidos ao sumiço repentino dos Frank, eles brevemente escondidos no Anexo Secreto, a captura dos Boslar e depois dos refugiados do Anexo. Após essa introdução somos apresentados a realidade do campo de concentração. Como qualquer outro filme sobre a Segunda Guerra, triste e tocante. Muita gente diz que se decepcionou por não ser fiel ao diário, mas lembrando, "Minha querida Anne Frank" não foi baseado no diário, e sim em um livro escrito pela Hannah! No diário ela é chamada de Lies.

O começo do filme é bem rápido, Hanneli nos conta um pouco de sua infância com Anne, a invasão dos soldados alemães na Holanda e a partida repentina dos Frank para a Suíça, afinal vamos nos lembrar que poucas pessoas sabiam do Anexo e a família Goslar não era uma delas. E fico pensando que se os Goslar fossem chamados para o esconderijo, muita coisa teria terminado diferente na história. A família Goslar é levada pelos alemães, se eu não me engano, antes dos Frank, e no filme o espaço de tempo não ficou muito bem divido então pouco tempo depois o Anexo é descoberto e as oito pessoas são levadas para Auschwitz.

Gostei que no filme eles também dão destaque à Miep Gies, uma das ajudantes da família Frank. Acredito que não só em "Memories of Anne Frank: Reflections of a Childhood Friend", que foi traduzido como "Memórias de Anne Frank: as lembranças de uma amiga de infância", esse filme foi baseado, eles pegaram um pouco do diário e pelo que dá a entender, um pouco do livro escrito pela própria Miep, "Anne Frank, o outro lado do diário". Todos esses livros já estão na minha lista de leitura e espero conseguir lê-los em breve. É uma forma de conhecer todos os lados de Anne, pela visão de mais de uma pessoa.

Depois dessa introdução somos jogados em Auschwitz e boa parte do filme a partir daqui é o que já esperamos de um relato sobre os campos: as condições horríveis em que eram deixados os judeus e a caminhada para morte. A parte mais tocante foi a forma como eles conseguiram manter o brilho de esperança que tinha dentro de Anne, ela realmente acreditava que aquele horror um dia iria acabar, e não dá para saber se ela continuou sendo essa garota ao ser levada, mas podemos pelo menos imaginar que sim. Em algum momento aqui no meio Anne e sua irmão são transferidas para Bergen-Belsen e já caminhando para o final do filme temos o reencontro de Anne e Hanneli que não vou contar como foi porque vale a emoção, e Bergen-Belsen finalmente é atacado e os judeus são soltos.

O filme falha um pouco nas transições de cenário e na cronologia dos fatos, mas vale a pena para quem se interessa pelo tema ou para quem tenha lido o diário de Anne.